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ENGENHARIA DE SOFTWARE I

Profº Alciano G. Genovez de Oliveira

LINS CONTRA A DENGUE

Aplicativo de comunicação para o combate à Dengue.

Artur Nakamura Merenda

Daniel Fortunato da Silva

Jhony Robson dos Santos Prates

Maykon Douglas dos Santos Cardozo

FATEC

01/2025

1- Tema

Aplicativo de Comunicação para o Combate à Dengue.

[Quebra da Disposição de Texto] Desenvolvimento de um canal direto de comunicação entre a população e a prefeitura para monitoramento, denúncias e informações relacionadas à dengue.

2 – Apresentação

A prefeitura de Lins juntamente com a secretária de saúde planeja criar através de um aplicativo um canal direto de comunicação entre a população e a prefeitura destinado ao combate à dengue.

O aplicativo deve conter informações sobre a dengue como: avisos sobre a situação atual da dengue na cidade, métodos de prevenção, sintomas da dengue e campanhas de vacinação, um canal de denúncia será criado onde será possível enviar mensagens de texto, fotos e vídeos com denúncias de possíveis focos de dengue.

Será necessário a criação de dois mapas interativos mostrando os principais locais de foco da dengue na cidade e outro mostrando os postos de saúde.

O aplicativo será gerenciado pela prefeitura onde será feita uma triagem das denúncias, e serão feitas publicações de notícias e relatórios para informar a população

O desenvolvimento abrange o levantamento de requisitos funcionais e não funcionais, a definição dos atores envolvidos e a criação de user histories que guiarão o design e a implementação da aplicação.

3 - Atores e suas Funções

 População (Usuário Comum):

o Enviar denúncias (texto, foto, vídeo) de possíveis focos de dengue.

o Receber notificações, comunicados e orientações sobre prevenção, sintomas e vacinação.

o Consultar mapas interativos com focos de dengue e unidades de saúde.

o Histórico de Interações com o Aplicativo (histórico de status de denúncias).

 Canal de Comunicação

o Publicações de Notícias e Boletins sobre a Dengue.

o Emitir notificações, comunicados e orientações sobre prevenção, sintomas e vacinação.

o Consultar mapas interativos com focos de dengue e unidades de saúde.

 Agentes de Saúde / Equipes de Vigilância Sanitária:

o Receber e gerenciar as denúncias enviadas pela população.

o Atualizar o status das denúncias (ex.: "Em análise", "Foco confirmado", "Foco eliminado").

o Executar ações de campo e registrar intervenções.

 Administração Pública / Prefeitura:

o Enviar comunicados e alertas oficiais sobre a situação da dengue na cidade.

o Gerenciar campanhas de prevenção e vacinação.

o Monitorar estatísticas e gerar relatórios para tomada de decisão.

 Desenvolvedores / Administradores do Sistema:

o Manter a infraestrutura do aplicativo, corrigir erros e implementar novas funcionalidades.

o Garantir a segurança dos dados e a estabilidade do sistema.

 Órgãos de Saúde (Secretaria Municipal de Saúde):

o Fornecer informações oficiais, diretrizes e atualizações sobre o combate à dengue.

o Integrar dados e orientar as ações preventivas.

4 - Requisitos Funcionais

Módulo de Denúncias: 

a. Permitir que os usuários enviem denúncias de possíveis focos de dengue, inserindo localização, fotos, vídeos e descrição.

b. Permitir que agentes de saúde visualizem, gerenciem e atualizem o status das denúncias.

c. Enviar notificações aos usuários quando o status de sua denúncia for alterado.

  Módulo de Informações e Prevenção: 

a. Exibir conteúdo educativos sobre sintomas, prevenção e tratamento da dengue.

b. Disponibilizar mapas interativos com áreas de risco, focos confirmados e unidades de saúde.

c. Fornecer informações sobre campanhas de vacinação e pontos de atendimento.

  Módulo de Comunicação e Alertas: 

a. Permitir à prefeitura o envio de comunicados e alertas sobre a situação atual da dengue.

b. Utilizar notificações push para alertar os usuários sobre emergências e campanhas.

  Módulo Administrativo: 

a. Gerenciar conteúdos, comunicados e estatísticas do aplicativo.

b. Gerar relatórios com dados sobre denúncias, áreas de risco e intervenções realizadas.

  Módulo de Cadastro e Autenticação: 

a. Permitir o cadastro de usuários por e-mail, telefone ou redes sociais.

b. Garantir autenticação segura para usuários e administradores.

5 - Requisitos Não Funcionais

 Desempenho:

o O aplicativo deve ser responsivo e compatível com diferentes dispositivos móveis (smartphones e tablets).

o Tempo de resposta inferior a 5 segundos para o envio e consulta de denúncias.

o O sistema deve suportar simultaneamente até 2 mil usuários ativos, considerando picos de uso (exemplo: período de campanhas intensas contra a dengue).

 Segurança:

o Armazenar dados sensíveis de forma criptografada.

o Implementar autenticação segura (ex.: Firebase Authentication).

o Criptografia dos dados do usuário (denúncias, geolocalização, cadastro) em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

o Proteger o sistema contra-ataques cibernéticos (injeção de SQL, força bruta etc.).

o Autenticação por meio de senha forte e/ou login via redes sociais confiáveis.

 Usabilidade:

o Interface intuitiva e de fácil navegação, seguindo padrões de design modernos.

o O design deve ser simples e acessível para usuários de todas as idades e níveis de habilidade tecnológica.

o Conformidade com padrões de acessibilidade para garantir uso por pessoas com deficiência.

 Escalabilidade:

o Estrutura que permita expansão para outras cidades e integração com novos módulos ou funcionalidades.

o Compatibilidade com Android e iOS.

 Manutenibilidade:

o Código modular e bem documentado, facilitando futuras atualizações e correções.

o O aplicativo deve estar disponível 99,0% do tempo, com manutenção programada para horários de baixo pico de usabilidade.

o Implementação de backups regulares das bases de dados para evitar perda de informações importantes.

6 - User Histories

  História de Denúncia: 

a. Como um cidadão, quero enviar uma denúncia com foto, vídeo e localização para reportar um possível foco de dengue, para que as autoridades possam verificar e tomar providências.

 História de Consulta de Informações: 

a. Como um usuário, quero acessar um mapa interativo que mostre os focos de dengue e unidades de saúde, para me informar sobre a situação atual na minha região.

 História de Recebimento de Alertas: 

a. Como um cidadão, quero receber notificações push com alertas e comunicados oficiais da prefeitura, para me manter atualizado sobre as campanhas e medidas de prevenção.

História de Gestão Administrativa:

a. Como um agente de saúde, quero visualizar e atualizar o status das denúncias recebidas, para que eu possa monitorar e agir rapidamente nos focos identificados.

 História de Autenticação: 

a. Como um usuário, quero realizar o cadastro e login no aplicativo de forma segura, para acessar todas as funcionalidades e receber comunicações relevantes.

7 – Ciclo de Vida do Projeto

Para o desenvolvimento do aplicativo "Lins Contra a Dengue", optamos por adotar o modelo de ciclo de vida baseado em Prototipação. Essa escolha se alinha diretamente à natureza do projeto, que envolve interação constante com os usuários finais e ajustes frequentes baseados em feedback. Dado que o aplicativo precisa ser acessível, intuitivo e funcional para um público amplo — incluindo cidadãos de diferentes faixas etárias e níveis de familiaridade com tecnologia — o modelo de prototipação nos permitirá validar rapidamente funcionalidades, interfaces e fluxos de navegação com usuários reais.

Diferentemente de modelos mais rígidos como o Cascata, a prototipação foca na construção de versões simplificadas (protótipos) do sistema, que podem ser avaliadas e ajustadas iterativamente. Esse processo torna-se especialmente valioso em projetos com forte componente de usabilidade, como este, pois permite refinar a experiência do usuário com base em testes práticos e reais, antes do desenvolvimento completo.

Além disso, a prototipação facilita a comunicação entre os envolvidos — desenvolvedores, agentes da prefeitura, equipes de saúde e cidadãos — possibilitando uma compreensão mais clara do que será entregue, reduzindo erros de interpretação de requisitos e aumentando a chance de sucesso do projeto.

8 – Requisitos de Segurança

A segurança da informação no sistema "Lins Contra a Dengue" será estruturada com base nos três pilares fundamentais: Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade. A seguir, detalha-se cada um desses pilares e as estratégias adotadas para garantir sua implementação no projeto.

8.1 – Confidencialidade

A confidencialidade diz respeito à proteção dos dados contra acessos não autorizados. Para assegurar esse aspecto, será utilizado o algoritmo de criptografia AES (Advanced Encryption Standard), na versão AES-256.

O AES é um algoritmo de criptografia simétrica, amplamente adotado por instituições governamentais e organizações internacionais devido à sua robustez e eficiência. No projeto, ele será utilizado para proteger informações sensíveis como:

Dados de cadastro e autenticação dos usuários;

Conteúdo das denúncias enviadas (texto, foto, vídeo e geolocalização);

Registros de status e interações entre usuários e agentes públicos.

Vantagens do AES-256:

Alta segurança: chave de 256 bits resistente a ataques de força bruta;

Desempenho eficiente: adequado ao uso em dispositivos móveis e web;

Padrão consolidado: aprovado por órgãos como o NIST e compatível com as exigências da LGPD.

Desvantagens do AES-256:

Gerenciamento de chaves: exige um sistema seguro para o armazenamento e distribuição das chaves criptográficas;

A escolha do AES-256 proporciona uma camada sólida de proteção aos dados dos usuários, especialmente em contextos onde a denúncia de focos de dengue envolve informações pessoais e sensíveis. Assim, garante-se que somente pessoas autorizadas possam acessar ou manipular esses dados, cumprindo os critérios legais e éticos do projeto.

8.2 – Integridade

Imagem 2, Imagem

O campo Usuário é um campo do tipo caractere que aceita no maximo 30 caracteres.

O campo Senha também é um campo do tipo caractere, com algumas regras de uso, tamanho mínimo de caractere de 8 dígitos, com a inserção de ao menos um caractere maiúsculo, um caractere especial e um número.

Capturar, Imagem

O campo nome completo é do tipo campo que aceita no máximo 50 dígitos.

O campo E-mail é do tipo caractere que aceita no máximo 30 dígitos.

O campo Senha também é um campo do tipo caractere, com algumas regras de uso, tamanho mínimo de caractere de 8 dígitos, com a inserção de ao menos um caractere maiúsculo, um caractere especial e um número.

O campo confirmação de senha, deve atender aos mesmos requisitos do campo senha e obviamente os campos devem ser iguais para a validação.

Capturar1, Imagem

O campo imagem deve receber imagens no formato de arquivo JPEG/PDF/PNG.

O campo endereço é do tipo caractere e aceita no máximo 50 dígitos.

O campo descrição do local é do tipo texto e recebe no máximo 256 caracteres.

Forma

8.3 – Disponibilidade

A disponibilidade refere-se à capacidade do sistema de estar acessível e operacional sempre que necessário, especialmente em situações de emergência ou aumento de demanda, como surtos de dengue.

Para garantir a alta disponibilidade do aplicativo, serão adotadas as seguintes estratégias:

Uso de serviços em nuvem (cloud computing): como Firebase, AWS ou Google Cloud, que oferecem escalabilidade automática e balanceamento de carga.

Backups regulares e automáticos: com políticas de retenção adequadas, protegendo contra falhas e perdas acidentais de dados.

Monitoramento contínuo do sistema: para detectar falhas ou instabilidades com antecedência e tomar ações corretivas.

Infraestrutura redundante: para garantir funcionamento mesmo em caso de falhas pontuais (failover).

Vantagens dessa abordagem:

Alta escalabilidade: adapta-se automaticamente a picos de uso, como em campanhas de vacinação ou alertas de surto;

Confiabilidade: minimiza interrupções e mantém o serviço ativo na maior parte do tempo;

Recuperação rápida: em caso de falha, os backups e a redundância garantem retomada ágil do sistema.

Desvantagens:

Custo operacional: serviços em nuvem e infraestrutura robusta podem gerar custos contínuos de operação;

Complexidade técnica: exige uma equipe de desenvolvimento preparada para lidar com cloud, automação de backups e monitoramento.

Ao priorizar a disponibilidade, o sistema garante que a população possa registrar denúncias e acessar informações críticas sobre a dengue a qualquer momento, reforçando a confiança no aplicativo e contribuindo para ações rápidas e eficazes de combate à doença.

8.4 - Autenticação

A autenticação será baseada em login com e-mail e senha, exigido para todos os usuários que interagirem com funcionalidades que envolvam envio ou acesso a dados sensíveis (denúncias, notificações, etc.).

Política de Autenticação:

Usuários obrigados a se autenticar:

Cidadãos (usuários da população) que desejarem registrar denúncias, acompanhar status ou acessar comunicados exclusivos.

Agentes da prefeitura (como profissionais da saúde e equipe de TI).

Formato de login: e-mail + senha.

Padrões de segurança:

Senhas devem ter no mínimo 8 caracteres, conter letras e números.

As senhas serão armazenadas utilizando algoritmo de hash seguro (ex: bcrypt).

A autenticação de sessão será gerenciada por tokens JWT, com expiração automática e renovação controlada.

8.5 - Autorização

O sistema possuirá níveis de acesso diferenciados de acordo com o perfil do usuário:

  1. Cidadão (usuário comum)

Pode:

Enviar denúncias com foto, localização e descrição.

Consultar o status das denúncias enviadas.

Acessar comunicados públicos da prefeitura.

Ler materiais educativos e campanhas.

Não pode:

Visualizar denúncias de outros usuários.

Editar ou apagar conteúdos do sistema.

  1. Agente Público / Moderador

Pode:

Visualizar e moderar denúncias recebidas (aprovar, classificar, encaminhar).

Publicar comunicados.

Marcar focos como resolvidos.

Gerar relatórios simples com base em denúncias por bairro e data.

Não pode:

Editar dados do perfil de outros usuários.

  1. Administrador do Sistema (Prefeitura / TI)

Pode:

Gerenciar usuários (ativar, desativar contas).

Visualizar todos os dados e relatórios do sistema.

Acompanhar logs e auditorias.

Editar conteúdos de comunicação pública.

Configurar parâmetros técnicos (ex: tempo de expiração de tokens, upload de imagens, etc).

8.6 - Auditoria

Para garantir transparência e rastreabilidade, o sistema armazenará os seguintes dados para fins de auditoria:

Dados auditáveis:

Ações administrativas realizadas, como:

Criação, edição ou exclusão de comunicados.

Aprovação ou recusa de denúncias.

Atividades dos usuários, como:

Data e hora do envio de denúncias.

Localização e imagem anexada na denúncia.

Histórico de status das denúncias (em análise, em andamento, resolvido).

Acesso ao sistema:

Data e hora do login e logout dos usuários.

IP aproximado e dispositivo utilizado no acesso.

Alterações críticas no sistema:

Modificações na base de dados por parte de administradores.

Objetivo:

Permitir a geração de relatórios em caso de fiscalização ou inconsistência.

Ajudar a identificar falhas operacionais ou uso indevido do sistema.

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